O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse hoje (10) que o agronegócio brasileiro deve exportar, em 2012, mais de US$ 100 bilhões em produtos.
“Pra chegar a 100 bilhões precisamos apenas de um crescimento de 5,7% das exportações, que é um número que temos como alcançar”, disse o ministro ao se referir aos US$ 94,6 bilhões vendidos para outros países no ano passado.
O resultado de 2011 é o melhor desde 1997 – quando iniciou o registro da série histórica – e supera em 24% o alcançado em 2010, quando foram vendidos US$ 76,4 bilhões em produtos agropecuários.
Os complexos soja, sucroalcooleiro e carnes fizeram as maiores contribuições para o crescimento das vendas. Os principais destinos foram a União Europeia, China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão.
Sagra de grãos
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2011 deve atingir 159,9 milhões de toneladas, conforme a 12ª estimativa do ano, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção de dezembro supera em 6,9% a safra recorde de 2010 (149,6 milhões de toneladas) e é 0,2% maior do que o prognóstico de novembro (159,5 milhões de toneladas).
A área a ser colhida totaliza 48,7 milhões de hectares, registrando um aumento de 4,7% em relação a 2010 e de 0,2% sobre a estimativa do mês anterior.
O arroz, o milho e a soja, que são as três principais culturas (representam 90,3% da produção de grãos), respondem por 82,4% da área a ser colhida, com aumentos de 1,7%, 3,5% e 3,3%, respectivamente. No que se refere à produção, o arroz deve ter acréscimo de 19%; o milho, de 0,1%; e a soja, de 9,2%.
A Região Sul permanece em primeiro lugar entre as que mais produzem (67,6 milhões de toneladas), seguida pela Centro-Oeste (56 milhões de toneladas), a Sudeste (17,2 milhões de toneladas), a Nordeste (14,7 milhões de toneladas) e a Norte (4,3 milhões de toneladas). Na comparação com a safra passada, houve acréscimo em todas as regiões: Norte, 7,6%; Nordeste, 25,1%; Sudeste, 0,6%; Sul, 5,3%; e Centro-Oeste, 6,7%.
Entre os estados, o Paraná liderou a produção nacional de grãos, com uma participação de 19,7%, seguido pelo Mato Grosso, com 19,5%, e o Rio Grande do Sul, com 18,5%.
Entre os 25 produtos selecionados, 16 apresentam aumento na estimativa de produção em relação ao ano anterior, com destaque para o algodão herbáceo em caroço, com variação de 72,6%, amendoim em casca primeira safra (27,3%), arroz em casca (19%) e batata-inglesa primeira safra (13,3%).
O IBGE também realizou, em dezembro, o terceiro prognóstico de área e produção para a safra de 2012, estimada em 160,3 milhões de toneladas. O volume é 0,3% maior do que o da safra de 2011, em função dos ganhos esperados nas regiões Nordeste (7,9%), Sudeste (5,0%) e Centro-Oeste (3,7%). A área a ser colhida deve atingir 50 milhões de hectares, com aumento de 2,7%.
Café
O primeiro levantamento da safra 2012 de café, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que serão beneficiadas entre 48,97 milhões e 52,27 milhões de sacas. O volume é no mínimo 12,6%, podendo chegar a 20,2%, superior ao da safra anterior, quando foram colhidas 43,48 milhões de sacas de 60 quilos.
A justificativa para o crescimento expressivo é o ano de alta bienalidade. No entanto, se confirmada, esta será a maior safra da história, superando a safra 2002/2003, que atingiu 48,48 milhões de sacas. Em relação a 2009, último ciclo de alta, o crescimento chega a 5,22%.
O café arábica deve ter produção entre 36,41 milhões e 39,02 milhões de sacas, representando 74,5% da safra nacional. Minas Gerais é o maior produtor dessa espécie, devendo produzir entre 25,25 milhões e 26,82 milhões de sacas.
O café conilon, estimado entre 12,56 milhões e 13,25 milhões de sacas, representando cerca de 25,5% da produção cafeeira, tem o Espírito Santo como maior produtor, devendo produzir entre 8,97 milhões e 9,53 milhões de sacas.
A Conab realizou a pesquisa entre os dias 8 de novembro e 17 de dezembro e foram visitados os municípios de Minas gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Rondônia, responsáveis por 98% da produção nacional.