Domingo, 20 Maio 2012 Importante para você.

Medidas devem segurar alta nos preços de produtos de trigo

A prorrogação das desonerações sobre o trigo, a farinha de trigo e pão vão evitar aumento no preço desses produtos, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o ex-embaixador Sergio Amaral. “O consumidor continuará a contar com o preço da farinha acessível, porque o setor sempre transferiu para o consumidor os ganhos de custo na produção da farinha”, ressaltou.

No pacote de medidas anunciado ontem (1) para manter a economia aquecida está a redução de 9,25% para zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre massas até o dia 30 de junho de 2012, e a prorrogação, até 31 janeiro de 2012, da desoneração desses tributos sobre o trigo, a farinha de trigo e o pão comum.

Amaral destacou ainda que além do consumidor, os produtores e os moinhos serão diretamente beneficiados pelas desonerações. “Essa medida é um passo muito positivo porque beneficia a todos”.

A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada dia 14 de outubro, constatou que apesar do aumento de 12,44% no preço da farinha de trigo, nos últimos 12 meses, o pão francês permaneceu abaixo da inflação média de 7,14%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) entre outubro de 2010 e setembro de 2011. A evolução no preço do pão francês no período foi 4,35%.

O economista André Braz, da FGV, explicou que o cenário é positivo porque o pão francês tem um peso significativo no orçamento familiar. “Quase 1% do orçamento familiar é gasto com esse tipo de pão, e ele foi o que menos subiu nos últimos 12 meses”.

Braz esclareceu que existem outros efeitos que neutralizam a passagem do aumento da matéria-prima para o consumidor. “Uma das hipóteses está na concorrência. Na realidade, a concorrência é a melhor arma em prol do consumidor. Porque, quanto mais gente tiver vendendo produto, mais difícil fica para você promover repasses”.

O economista observou que, em alguns locais, o pão funciona como um chamariz para o consumidor que vai comprar o pão francês e acaba levando outras coisas “que, de fato, são as que interessam para os estabelecimentos venderem, porque passam maior margem de lucro”.

Os outros itens que são fabricados com a mesma matéria-prima tiveram acréscimos de preço mais fortes. É o caso da torrada, considerada a grande vilã no período pesquisado, que subiu 10,67%, acima da inflação média, “mostrando que teve aumento real, que pesa mais no bolso”. Em relação aos pães industrializados, que englobam pães de outros tipos e pão de forma, os aumentos apurados em 12 meses pela FGV alcançaram, respectivamente, 6,43% e 7,69%. Informações da Agência Brasil

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