• Turismo
Por Thaís Carosini, De São Paulo
especial para Aporte Economia
Este mês de julho, um dos que mais geram renda para o setor de turismo, conta agora com uma ajuda a mais. No mês passado, o governo mudou algumas regras para facilitar a viagem de crianças e adolescentes. A facilidade começa na hora dos pais irem ao cartório. A autorização para a viagem poderá ser reconhecida por semelhança, aquela em que o responsável não precisa ir ao cartório. Outra novidade é que a autorização vale por até dois anos. Antes, como não havia uma padronização, cada juiz interpretava a lei de uma maneira e poderiam ser exigidos documentos diferentes nas cidades de origem e retorno do voo.
Mesmo com a novidade, o que muitos não esperavam era a atividade de um vulcão no sul do Chile para atrapalhar os planos de viagem. O sonho de conhecer nessas férias o Chile e Argentina esteve ameaçado pela nuvem de cinzas emitida na erupção do complexo de vulcões Puyehue-Cordón Caulle. Só nesta temporada, eram esperados mais de 30 mil turistas brasileiros em destinos como Bariloche e Lãs Leñas. Lugares como o Caribe, Punta Cana e Aruba foram a solução para alguns turistas.
Segundo o diretor da operadora Viagens & Cia, Thiago Cuencas, alguns clientes com férias marcadas para os destinos Chile e Argentina cancelaram suas viagens e outros mudaram seus planos, mesmo com a situação um pouco mais sobre controle. “Eles preferiram evitar paisagens não tão belas devido às cinzas”. Ainda, segundo ele, muitas pessoas preferiram manter o destino, “Não tivemos clientes que mudaram a rota, eles em geral aceitaram remarcar a data de viagem para mais adiante como agosto, setembro e outubro.”
Os problemas causados por desastres naturais são um dos maiores motivos de preocupação do setor de turismo. Já Thiago, não acredita que esse mercado seja de fato prejudicado pelos problemas com o vulcão “Parando a atividade vulcânica o mercado já se aquece novamente com as vendas para Chile-Argentina.” E ainda complementou “Afetou o negócios de hoteleiros, companhias aéreas e operadoras, porém com o mercado em geral aquecido, e venda de outros destinos, isso será compensado.”
A legislação brasileira orienta as empresas para não cobrar taxas por cancelamentos ou remarcações. Já Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pede para que todos os passageiros se informem antes de sair de casa sobre o status dos voos.