Quarta-feira, 22 Fevereiro 2012


Superávit comercial não reflete dificuldades da indústria, diz Abigraf

O superávit registrado pela balança comercial brasileira em 2011, anunciado nesta segunda-feira, 02, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), não reflete a realidade vivida por importantes setores da indústria de transformação do País. É o caso, por exemplo, da indústria gráfica nacional, que desde 2007 vem sofrendo revesses em  sua balança comercial.

Segundo dados do Departamento Econômico da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF Nacional), entre janeiro e novembro de 2011, o saldo comercial do setor ficou negativo em US$ 269,54 milhões, resultado 46,3% superior ao registrado no mesmo período de 2010, quando o déficit foi US$ 144,57 milhões.

“Estamos amargando os efeitos da falta de competitividade causada pelo impacto absurdo do Custo Brasil”, avalia o presidente da ABIGRAF, Fabio Arruda Mortara, referindo-se aos pesados encargos tributários e trabalhistas enfrentados pela indústria brasileira como um todo. Segundo estimativas, em 2011, o contribuinte brasileiro transferiu cerca de R$ 1,512 trilhão aos cofres públicos por meio de contribuições tributárias.

Ainda de acordo com a ABIGRAF, a última vez em que a indústria gráfica brasileira obteve superávit comercial foi em 2006, com saldo positivo de US$ 64,4 milhões.

Confira abaixo os resultados dos últimos anos:

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