Pela segunda semana consecutiva houve redução na previsão de inflação para o ano. Assim, a estimativa que era de 5,64% caiu para 5,61%, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 14.
Para o professor de finanças de Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), Fabio Gallo Garcia, apesar das quedas na projeção, a inflação em 2010 deverá ficar acima do centro da meta estipulada pelo governo, que é 4,5%.
“Embora a atividade industrial tenha apresentado desaceleração no segundo trimestre, com a retirada dos benefícios tributários, como redução de IPI dos automóveis e linha branca, o aquecimento da economia no início do ano, estimulada por forte demanda, demorou a ser combatida, o que provocou algum descontrole dos preços. Os recentes aumentos da taxa básica de juros já vêm surtindo efeito no controle da inflação e na redução do ritmo da economia. A inflação deverá fechar dentro da meta, que é entre 2,5% a 6,5% ao ano, mas dificilmente terminará o ano abaixo do centro da meta, que é de 4,5%.”
Para o consumidor, Gallo destaca que haverá alta nos preços e, com o aumento da taxa básica de juros, as taxas em todas as outras linhas de crédito vão subir. “Se para o tomador de empréstimos, cresce o custo das as operações, para o poupador a vantagem é a maior rentabilidade em suas aplicações.”