Por Anderson Thomaz
Arquiteto de soluções da Logica, provedora global de serviços de TI
Todos nós sabemos que o Brasil está adotando um padrão internacional para divulgações dos resultados financeiros, denominado IFRS.
A partir dessa realidade cabe a pergunta: esta mudança é uma obrigação apenas da contabilidade ou uma necessidade da área de Tecnologia da Informação (TI)? O primeiro passo para buscar as oportunidades dentro da obrigação do IFRS é entender qual o responsável pelas mudanças no modo de realizar o balanço financeiro.
Frequentemente, os órgãos reguladores determinam normas comuns para as instituições financeiras, que as analisam, especificam e direcionam à área de TI, responsável por implementá-las.
Mas, no caso do IFRS, serão efetuadas mudanças que atingirão as formas de avaliar os instrumentos financeiros, demonstrarão os relacionamentos com outras instituições financeiras e com os próprios colaboradores, e evidenciarão todo o processo da contabilidade da instituição. Esta é a abrangência do IFRS.
E como é possível gerar o cálculo com o nível de detalhamento exigido pelo IFRS? Qual gestor de TI nunca teve problemas com sistemas que apresentam cálculos ou lançamentos incorretos?
Diante de tantas dúvidas, este é o momento para discutir uma estratégia capaz de atender ao órgão regulador e, além disso, reestruturar uma área vital das instituições, que muitas vezes têm sistemas criados apenas para resolver problemas de outros sistemas.
A estrutura contábil das instituições está pronta para o novo modelo? Quem nunca pensou em ter uma sistema multibalanço, capaz de conciliar a contabilidade gerencial com a contabilidade financeira?
Ao invés de criarmos ajustes para atendermos a um único ponto, as obrigações oriundas do IFRS geram, sim, a oportunidade de rever processos e itens fragmentados ao longo do tempo e, por fim, as variedades de relatórios e de dados tornam quase impossível não pensar em uma plataforma de Inteligência de Negócios (BI) para potencializar o uso das informações. Ou seja, quem tem o domínio da informação não apenas está à frente da concorrência, mas principalmente tem a agilidade para reagir às oscilações do mercado.
Como as mudanças são definitivas, certamente as instituições terão que rever seus processos, seja para a adoção imediata do IFRS, ou posteriormente para a correção de caminhos adotados pela interpretação incorreta das informações.
Essa é uma discussão que deve acontecer em todas as instituições financeiras.