A situação da economia internacional nos principais mercados do planeta a cada dia apresenta um novo artigo como se fosse um contrato de relação multilateral. De um lado a maioria dos países anuncia medidas para tentar, ou pelo menos, reduzir os impactos domésticos, e do outro, um Brasil seguro de si observa o epicentro do furacão dizendo estar longe de ser envolvido pela corrente de vento que corre em grande velocidade.
Neste momento é preciso confiar em quem tem autoridade e as ferramentas oficiais para nortear os rumos do país frente a uma ameaça que, quer queira ou não, a equipe econômica brasileira, deixa empresários e consumidores atentos ao que não se espera, ou melhor ainda, ao que não se quer de fato: os estilhaços de uma vitrine que desaba.
De Brasília, o governo tenta assegurar que o país está em situação favorável em relação à crise. Podemos estar, sim, mas continua nas mãos do governo e do nosso Banco Central a adoção de medidas eficazes para que, de fato, tenham vida longa não só diante desta crise, mas que surtam efeito favorável para o mercado interno.
Aqui, vale citar o anúncio do ICMS unificado em 4% em todo o país para tentar frear a guerra fiscal que sempre foi o estopim entre os Estados. Além disso, a desoneração do INSS para alguns setores deixa insatisfeitos outros setores não beneficiados pela mesma medida.
Ilustração: Zeca Vilela/Dublin, Irlanda