O emprego formal no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo em setembro foi 5,3% superior na comparação com setembro do ano passado e registrou um saldo de 966.926 posições ocupadas, segundo análise realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) sobre os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em relação a agosto, o incremento foi de apenas 0,3%, o que mostra a sua tendência de estabilidade frente aos meses anteriores.

Sobre a quantidade de empregados adicionados ou subtraídos, nota-se que na comparação com agosto houve um decréscimo de 2.230 vagas em relação aos admitidos, retração de 4%. Por outro lado, 44.854 funcionários foram demitidos do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo em setembro, contra os 40.433 desligados em agosto. Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, o comportamento que vem sendo notado no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo em termos de nível de emprego é também percebido em outras regiões. Na segmentação Brasil, capital e no corte por Estado os dados descrevem crescimento com taxas decrescentes no contraponto com 2010, ou seja, o saldo de empregados continua se elevando, porém em proporções cada vez menores.
A crise financeira e política que assola principalmente os mercados internacionais, em especial a Europa, vem gerando um quadro de incerteza na economia global e isto traz certo temor por parte dos empresários de todos os setores da economia brasileira em aumentar o nível de contratações formais, mesmo com perspectiva de incremento dos seus negócios para o último trimestre do ano. Dentro desse cenário de incerteza, os empresários do comércio estão cautelosos quanto ao rumo de seus negócios em 2012 e, com isto, preferem manter o seu atual quadro de funcionários ao invés de ampliá-lo.
Além da instabilidade na economia global - que pode afetar também o mercado nacional - a pressão nos preços, a perda de confiança do consumidor em relação à aquisição de bens e o seu grau de endividamento, fazem com que o comércio enfrente um período de taxas modestas de crescimento em seu faturamento e, com isso, se planeje para continuar contratando em ritmo convergente ao de suas vendas.